PoetriX & PoemínimoS
Adereço
Guardo-te sobre a pele
na memória das carícias
que não quero ousar despir...
Poeta
Com reflexos inspirados,
o sol de fim de tarde
poemou as nuvens...
O amor
Efêmero, frágil, terno...
E por isso tão imenso,
tão intenso, forte, eterno...
Há palavras tão gastadas...
...tantas vezes sendo ditas,
lidas, escritas, pensadas,
sem nunca serem usadas...
Se “imitam” o que escreves...
Envaideça-te a pensar...
Que isso nada mais é
que um jeito de admirar...
Orvalho
Uma gota de ontem
insiste,
pendurada na manhã...
Na pele
Ardentes e abrasadores
os raios de sol dos teus dedos
roçando arrepios e tremores...
Leveza
Uma palavra branda
pousa com delicadeza.
Nada é mais suave do que uma certeza.
Outono
As folhas caindo ao chão
parecem tristes lamentos
à mudança de estação...
Sonhar?
Amanhã.
Hoje não.
Estou com sono.
Dimensão
Não cabes num poema.
Cabes melhor
nessas mãos que o escrevem...
Indecência
Despiu-se da honra,
desnudou-se da dignidade
e saiu discursando sobre ética e moralidade...
Azuis...
Há um instante de céu
e um segredo de aMar
guardado naquele olhar...
Do cais...
...O pensamento a seguir os barcos
e a olhar os sonhos
navegando ao largo...
Natural Poesia
A flor orvalhada.
Poema feito em gotas
pela madrugada.
A vida...
Fugac_idade,
Frágil_idade,
Etern_idade...
As flores...
...Revelam nas pétalas
o prazer da seiva
que as alimenta...
Três coisas que não entendo...
...o tempo que nunca cessa,
a morte quando se apressa,
e teu olhar o que expressa...
Leveza
Diáfanos e suaves,
o toque das intenções
acariciam momentos...
Suspiro
Eu gosto dessa palavra doce
que me vem à boca
quando penso em ti.
Apenas a nós pertence
Essa paixão adiada
que nos toma, envolve, arde
e lentamente, nos vence.
Chove...
...a alma desfeita
escorre em gotas
pela vidraça embaçada...
Simples assim
Amar
e não ter?
Esquecer.
Amor
Tentação e redenção...
Palavra que soa pecado,
Mas na verdade é perdão...
À beira (a)mar...
...Um pensamento navega
com a emoção ancorada
à poesia que há no mar...
Antídoto
O amor segue sereno
sobre a inveja e a maldade,
anulando seu veneno...
Incorporações noturnas
inCORPOrAÇÕES NOTURNAS
R O C I O
O C I O
C I O
O que temos em comum?
Nada, além do fato
de que nenhum de nós dois
poder viver sem tua boca.
Orvalho
Uma gota de ontem
insiste,
pendurada na manhã...
Um beijo, na chuva, de madrugada...
Por culpa do beijo
ou da chuva
...molhada...
Desafio...
Contar num verso menor
amor tão grande e intenso.
E por saudades, maior...
Licores Proibidos
abSolutos delírios
saCiando sedes...
DeLeitoso cálice, abSinto...
Retorno
Não podes colher a flor
da areia
que semeaste...
Teu beijo
À tua boca quente,
meus lábios,
molhados de sede...
Desejada
A chuva de fim de tarde,
afagando pétalas,
molhou (de)lírios...
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